segunda-feira, 28 de maio de 2012

Para começar a semana

Depois de dias de trabalho, de uma festa linda e de uma satisfação enorme no coração, eu agora respiro fundo e fico com um sorriso besta na cara. Daí fico ouvindo direto essa música e sendo mimimi.

domingo, 27 de maio de 2012

Implosão Sonora no Bosque - parte 1

Moreira Campos entrando no clima da festa. Foto: Lizi Menezes.
Na sexta-feira, 25, o Implosão Sonora fez sua primeira ação fora das telas e celebrou o seu aniversário de três anos de atividade. Na primeira edição, tivemos a participação especial das bandas Floftdilo e Sua Crocobanda e Astronauta Marinho.

Durante duas horas o Bosque Moreira Campos respirou, como há tempos não respirava, um clima do que realmente é uma universidade. O Centro de Humanidades 1, da Universidade Federal do Ceará, foi palco de uma "nova" movimentação na cena de rock autoral de Fortaleza.
Floftdilo e Sua Crocobanda. Foto: Rafael Sales.
Astronauta Marinho. Foto: Viviane Souza.
Deixemos de lenga-lenga. O que queremos dizer é que foi uma noite linda, em que pudemos ter uma noção de quem nos lê, das pessoas novas da cidade e de um tanto de gente querida que estava lá conferindo. Foi sim uma festa de amigos. Muito bacana ver todo mundo se divertindo seja na cama elástica, dançando na beira do palco, sentando em círculo na grama verde que quase passa despercebida no nosso cotidiano (eu, Amanda e Jamille fazemos o mesmo curso), namorando atrás dos prédios cinzas, pedindo pra esticar a noite.

Até agora não sabemos muito como explicar aquela noite, porque não conseguimos mesmo. Foi muito especial. Além de comemorar nosso aniversário de 3 anos de paixão, nossa intenção sempre foi dar uma força pras bandas conterrâneas. Foi muito foda ver um tanto de gente com vontade de estar ali, de curtir o som das bandas ou só estava lá mesmo porque estava passando e não pagava pra entrar.


_______________

Agradecimentos: João
Luis Studart e Felipe Lima por todo o apoio; Fábio e Luandro pela gravação/edição dos vídeos; Aliny Portela, Gustavo Ewerson, Lizi Menezes e Yunisson Fernandes por não pensarem duas vezes em nos ajudar, vocês são fodas; Viviane Souza por acreditar desde sempre em todas as peripécias; Tais Bichara pelos conselhos interestuduais; todos os amigos envolvidos, vocês são muitos, mas vocês sabem quem são.

Post-aniversário: Jamille Queiroz

Jamille bem miudinha.

Quando a Jams surgiu na minha vida, eu tava saindo dentro de uma ostra bem apertadinha e achava tudo a coisa mais chata do planeta. Paguei com minha língua, claro. Já faz mais ou menos 1 ano que os nós se apertaram e temos planejado sobre coisas bonitas a serem feitas pelas ruas da Fortaleza.

É complicado ser mimimi com a pessoa menos mimimi desse blog, mas aí vai um tico do meu carinho (uma música que é a cara dela) pra celebrar suas vinte rodopiadas em volta do sol:


terça-feira, 22 de maio de 2012

Teaser #1 do Astronauta Marinho no Implosão Sonora no Bosque

Tá chegando a hora do show mais esperado da cidade, né? A gente tá aqui na correria pra que tudo dê certo e pra que vocês se divirtam bem muito, viu? Esperem aí só mais um pouquinho que já é sexta-feira!


Enquanto não chega, a gente preparou duas vinhetas pra vocês irem aquecendo aí!

Aqui a da banda Astronauta Marinho:



Edição: Luandro Pedreira

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Implosão Sonora no Bosque

Lembrando que dia 25/05 (sexta-feira), às 19h, terá festinha com Astronauta Marinho + Floftdilo e Sua Crococabanda, no Bosque Moreira Campos (Centro de Humanidades 1/UFC).

Chamem todo mundo, que vai ser bacana!
:)
Arte: Yuri Leonardo

Para começar a semana

Queridos leitores do Implosão, trago agora o "para começar a semana" mais esperado da minha vida : o disco novo da Regina Spektor, que já pode ser ouvido todinho aqui

p.s.: nem é porque eu amo a Regininha, mas o álbum tá lindo lindo lindo, gente.


domingo, 20 de maio de 2012

"French Navy", por Ronald


Todo mundo sabe, principalmente quem lê o implosão, que musiquinhas bonitas e fofas são meu fraco...Essa me lembra muito umas férias de verão, que curti bastante e num sábado a noite ela tocou no acervo e isso e a noite toda ficaram gravado na minha cabeça, bateu saudade dessas férias...Enfim, curtam essa fofura de música! *-*


"Forty One Mosquitoes Flying In Formation", por Jamille Queiroz


Quarta-feira, 1 de junho de 2011. Implosão Sonora. Descoberta da Semana. Tame Impala. Foi criando água nos olhos, que hoje eu fui lá no meu primeiro post aqui no Implosão. Eu, que tava tão empolgada em falar sobre as mil bandas que eu queria compartilhar com o mundo, escolhi de cara Tame Impala. Eu não sabia se ia continuar postando, o que ia postar, como ia ser... mas escrevi do meu jeito, do meu amor por essa banda e suas musicas... e funcionou. Então aí começou nosso caso de amor. Aí eu não tinha como deixar de fora essa banda que nos uniu, né? (e que ainda é uma das minhas melhores descobertas dos últimos tempos).

Feliz aniversário pro Implosão, fruto dessa união linda entre pessoas tão diferentes que são ligadas por uma grande paixão: a música. Muito Muito feliz por fazer parte dessa equipe.

Agora siiiim.
Lazy bones...



"Jet Boys", por Amanda M.



Algumas férias passadas poderiam ser resumidas em New York Dolls e as caixinhas de som no volume máximo enquanto eu danço e toco instrumentos imaginários no meu quarto. Sim, eu gosto pra caramba. E se você quiser, pode me dar uma camisa deles: eu morro de vontade.


"You, me and the bourgeoisie", por Jéssica Gabrielle L.


Não teria como comemorar um aniversário sem a presença do meu duo favorito, né? The Submarines para ter muito amor :)

"Café e Pasta de dente", por Ronald


Quem tem rotina, com certeza se identifica com essa música, mas mais que isso, estava trabalhando no interior, há 5 horas de ônibus de Fortaleza e todo final de semana eu vinha para cá e todo domingo de madrugada pegava estrada de novo, aí na segunda-feira eu estava o bom humor em pessoa, com a disposição lá em cima, que nem essa música!



"Stress", por Jamille Queiroz


Justice
foi uma das minhas melhores descobertas dos últimos anos, e aposto que a de muita gente também. Conheci a dupla francesa numa viagem, onde um amigo me apresentou o clipe de Stress. Só bastou ver/ouvir uma única vez pra me viciar completamente na banda. E o clipe eu nem preciso falar, né?

Sempre que posso e que sai alguma novidade deles eu aviso aqui, fiquem tranquilos. Vale a pena demais ouvir tudo, é uma paulada na cabeça da gente!



"I Know It's Over", por Amanda M.

Nesse momento, eu não sabia se tirava foto, cantava ou tinha um infarto
Gravei na memória o olhar que ela me lançou enquanto falava sobre como queremos saber tudo acerca da vida de nossos ídolos, mas não buscamos compreendê-los para chegar a um conhecimento acerca de nós mesmos. Eu apenas balançava a cabeça em silêncio e depois concluí que concordo com exatamente cada uma de suas palavras. Os nossos ídolos nos revelam e representam as pessoas que somos e as bagagens que carregamos.

Morrissey é meu artista mais amado e não acho que exista outra banda no mundo que tenha traduzido tão bem essa leva de gente presa na melancolia, nas memórias e na constante insatisfação (sim, me incluo totalmente) como Smiths. E agora, pensando melhor, acho que não foi por causa dele que gastei o dinheiro que não tinha com passagens e ingresso. Não foi por ele que eu - tão preguiçosa das pessoas e da cidade - frequentei um pré-carnaval com sorriso no rosto e um monte de cerveja a ser vendida. Nem foi por ele que viajei ao Rio de Janeiro sem saber direito onde iria dormir. Foi por mim. Para mim. Para me ouvir e me reconhecer ali, na voz e no jeito ranzinza daquele charmoso senhor de 52 anos.

Eu sou muito Morrissey. Muito Morrissey mesmo.

A música com a qual presenteio vocês é "I Know It's Over", uma canção que toca todo dia no meu quarto e que lembra de como fui feliz naquele nove de março. Lembro dos meus olhos lacrimosos, do meu coração acelerado e me pergunto como eu não morri naquele dia.

p.s.: gostaria de dizer que toda essa fantástica aventura de juntar grana, pegar um avião e cantar junto com Moz não foi sozinha. Foi uma aventura no plural, que eu cantei e conjuguei com a Keh e mais um monte de gente linda que quis segurar nossas mãos.

"We float", por Igor Augusto


Essa é uma história de sol quente, parada de ônibus, amor platônico e fone de ouvido. Se alguém me perguntasse qual é a minha geração, eu diria a geração dos fones de ouvido. Não somos os primeiros no espaço e no tempo a ficarmos tristes por encontrarmos conhecidos na rua, mas somos os primeiros a fazê-lo pela pena de tirar os fones. E é por causa dessa pena que eu lembro das besteiras que eu vejo na rua, é por causa da trilha sonora que os fones dão a elas.
Um ex-amor semi-correspondido me aparece na mesma parada de ônibus enquanto a pj harvey me conta estórias sobre a cidade. Eu decido não tirar os fones, decido me esconder e sem precisar decidir eu me lembro de como eu vivi tudo aquilo que estava sendo cantado, lembro que "nós quisemos achar o amor, nós quisemos sucesso, até que nada fosse suficiente, até que meu segundo nome fosse excesso". E olhando praquela pessoa eu pensei que "de algum jeito nós perdemos contato, quando eu perdi você de vista, quando você se perdeu dentro da cidade, se perdeu dentro da noite". Eu realmente me "comportava como criança" e ela tinha "um sorriso de modelo". havia "levado minhas esperanças e deixado algo quebrado por dentro".
Tudo conforme o figurino e conforme a música. eu fiquei pensando em como aquilo rimava em duas línguas, em duas vidas e talvez mais. Mas o que me encheu os olhos d´água foi pensar em como tudo isso era verdade quando a pj concluiu, com um arranjo com piano, que "agora, nós flutuamos, lidamos com a vida do jeito que ela vier".

Eu gosto do vídeo porque, como diz a descrição do youtube, é "uma interpretação".



"Funny Little Frog", por Viviane Souza

Admito que ao receber o convite ilustre de participar aqui me bateu uma melancolia e comecei a rever todas as postagens do blog, desde 20 de maio de 2009. Pois é, sou dessas.

Me veio um aperreio ao pensar em que música escolher pra gravar meu nomezinho no blog que tanto me ensinou e que muitas vezes me salvou. Aff, haja coração.
Daí fiz uma lista imaginária que ficou gigante, sério. Mas resumo tudo isso aqui ó, dentro dessa música.

“I'd pay to visit you on rainy Sundays
I'll maybe tell you all about it someday”

Porque é com ela que eu danço, grito e espanto os males e também é com ela que eu entro na minha ostrinha de sempre.

Desde que o Implosão Sonora nasceu e desde que conheci esses escoceses do Belle And Sebastian meus ouvidinhos não são mais os mesmos.

E os sininhos que tocam aqui dentro só agradecem.


"Home", por Tais Bichara

Quem me conhece há 22 anos ou 3 dias sabe que eu sofro de um mal grave e infinito: banzo. Sair de casa não é uma ação, é um processo; que dura muito mais tempo do que o dia inteiro que você leva pra fazer a mudança e arrumar o novo “canto”. Digamos que estou nesse processo – com altos e baixos – há mais ou menos 4 anos. Fora todas as mudanças na vida prática, a responsabilidade que aumenta, a solidão que bate às vezes, as coisas boas que traz, o fato de ter um espaço “seu”, e coisa e tal; acho que o que mais me pega é mesmo a saudade da família. Acho que quando falo pras pessoas que tenho que limpar a casa, ou “vem dormir aqui em casa hoje”, quase todas elas imaginam que minha casa é em Salvador, num apartamentinho que tem me sido muito querido desde que coloquei os pés. Não é que não seja. Mas a verdade é que sempre que volto de ônibus depois de um fim de semana/feriado/fugida, volto com um aperto gigantesco no coração. É um sentimento que nunca me larga, e que às vezes eu confundo com outras coisas. Ou talvez também sejam essas outras coisas, mas acabo colocando tudo na conta do banzo. Porque minha casa significa os cheiros que me criaram, os abraços e colos que preciso, as risadas que não encontro iguais, as manias e gestos familiares. Não que fosse tudo sempre lindo e maravilhoso, viver em família nunca é. Mas também não tem nada igual. E a música que eu escolhi pra esse dia de cumpleaños é uma das mais especiais da minha vida, porque ela meio que fala sobre esse banzo pra mim, sobre essas voltas sofríveis e necessárias, sobre um não-pertencimento. E ela simplesmente vem dos dois caras mais incríveis que já tocaram e cantaram coisas nesse mundo, que me abraçam bem forte toda vez que a coisa aperta. CHEGA DE NHENHENHEM, ESCUTEM ISSO AÍ QUE ELES SÃO FODA, NA MORAL!

"There is a light that never goes out", por Manoel Frasães


Prelúdio 01: Jerry Maguire, Harry e Sally, Como se fosse a primeira vez, O casamento do meu melhor amigo e 500 dias com ela, mais uma ou duas comédias românticas são permitidas – e recomendadas – para os homens assistirem. São filmes inteligentes, que possuem cenas marcantes e que fogem da fórmula água com açúcar das outras.

Prelúdio 02: Ainda no barco, ele diz que por muito tempo ela foi a mulher da sua vida e ela diz o mesmo para ele. Ele olha para ela e diz que se você ama alguém deve dizer. Apenas dizer, bem alto, porque se não o momento apenas passará. Então, sob a ponte, eles se olham e é o momento certo, não haverá mais outro. Mas ela não consegue dizer e quanto o sol aparece novamente você percebe no olhar dela que o momento simplesmente passou e que nunca mais voltará. E não há mais qualquer coisa que se possa fazer.

Embora diversos filmes tenham colocado The Smiths em suas trilhas sonoras (Curtindo a vida adoidado, Closer, A garota de rosa choque, 500 dias com ela etc.), é desta cena de O casamento do meu melhor amigo (e que não possui uma música sequer da banda na trilha) que eu me lembro sempre que penso na minha música preferida da banda.

A The Smiths tem músicas que dariam para fazer um álbum inteiro apenas com aquelas mais importantes para mim, mas não consigo dizer facilmente apenas dez ou quinze músicas que deveriam estar lá. É simplesmente impossível quando a discografia da banda é um relato desordenado sobre as coisas que vivi ou vivo. Porém, de todas, There is a light é a mais bela, a mais sincera e aquela que ao mesmo tempo me enche de alívio, angústia, alegria e dor. Desde a primeira nota ela demonstra ser uma música crua, sincera, desiludida, como as mais belas canções de amor devem ser. Todos os poemas deveriam falar apenas de amor, e esta música é um poema perfeito. Além de tudo, tem o melhor refrão já escrito.

Eu tive este ano a chance de ir ao show, agora já solo, do Moz no Rio de Janeiro. E eu não conseguiria explicar o que foi sentir o meu maior ídolo cantando as músicas que mais gosto. Ao ouvir Still Ill eu comecei a me emocionar e quando ouvi I Know Its Over as primeiras lágrimas caíram, meio que sem querer, mas foi só quando There is a light tocou que eu me senti completo e me emocionei de tal forma que mal consegui cantar. Sei que pode parecer um tanto quanto adolescente, mas eu só tenho a agradecer a The Smiths por não deixar que eu me esqueça destas coisas, ainda que seja um pouco de desesperança.

O amor da canção, embora se iniba em dizer o que sente, será para mim sempre o mais belo.

"Why don't you come over", por Jéssica Gabrielle L.


Poderia listar mais trocentas músicas que me marcaram e sempre terá alguma do Garbage envolvida. Desde a pré-adolescência que o quarteto bate ponto em todas as minhas playlists. Escolhi uma do penúltimo disco, Bleed Like Me (2005), que é um dos meus favoritos. Essa aqui dá uma vontade doida de sair dançando (mesmo sem saber) e fingir ser a baterista mais incrível da humanidade.

Shirley é ácida, agressiva e incomoda. Tudo aquilo que eu poderia ser ou já fui (ou seja, depende do referencial). Ela não tem frescura com a velha historinha de amor, ela engole e vomita tudo. Depois faz uma música foda sobre isso e te faz querer dançá-la.

"Shiver", por Ronald


Hmm ok ok, vamos nos render ao pop de vez enquando né? Escutei um dia desse ela na radio e por isso ela tá aqui. Não pelo rádio, claro =p... Começo de faculdade, depois de muita farra e alcoolismo, começo a namorar e ela curtia coldplay, eu achava pop demais, tinha preconceito contra mas...Ia ter um cover, ela me “obrigou” a ir e me mandou um bucado de músicas, acabei passando a gostar de coldplay e tive uma das noites mais bonitas que se pode ter, das lembranças mais felizes que levo comigo de relacionamentos anteriores ;), e essa virou minha música preferida deles.


So you know how much I need you
But you never even see me, do you?

And is this my final chance of getting you?


"Caminhante Noturno", por Jamille Queiroz


Acho que esse vai ser o post mais diferente de hoje. Apesar de ser completamente alucinada por Mutantes, acho que nunca tinha postado aqui. Pois bem, chegou o dia. Não consigo escolher uma favorita deles, gosto muito de várias de todos os tipos de fases que eles tiveram(se é que podemos chamar de fases, eu chamo de mutação, né?), mas a descoberta desse vídeo de Caminhante Noturno me deixou uma semana vendo isso e ficando com os pelinhos do braço arrepiados todas as vezes que eu via. Essa já era uma música que eu adorava, quando ouvi essa versão em inglês... fiquei passada. Muito muito boa. Pra deixar a gente meio alucinado mesmo.


"Wake Up", por Amanda M.

Se você me conhece e conhece Arcade Fire, também poderá ficar embasbacado ao reparar como os três álbuns dessa banda revelam três pontos centrais da minha vida. Essa é uma longa história que contarei em outra ocasião, mas agora posso dizer é que Arcade Fire me conquistou de um jeito absurdo e que eu seria capaz de muitas loucuras pra ver um show deles.

A música que escolhi é do primeiro disco, o Funeral, que tem uma força incrível e atinge diretamente as camadas mais obscuras do meu coração. Nessa versão, o Bowie faz uma participação especial e eu acho meio impossível você não se emocionar.

"Ize of the World", por Jéssica Gabrielle L.

Se alguém perguntasse quais as bandas que marcaram minha adolescência eu diria que são as mesmas que marcam até hoje. Lembro de quase ter furado o First Impression of Earth - lindamente mal gravado - durante as tardes de 2006.

O que mais amo nessa música é que, além de uma pessoa muito querida também gostar muito dela, ela não tem final. Tá inacabada. Aí eu posso imaginar o que eu quiser quando "Ize of the World" é abruptamente silenciada após o solinho de guitarra mais gaiato da cidade. 

"Time Is Running Out", por Ronald


Ok, estou terminando a faculdade e a sensação não é “Yay sou foda, to me formando” a sensação tá mais pra “Our time is running out, And our time is running out”. Sei lá, sinto que o tempo tá passando, que tem taaanto na vida que eu quero fazer, mas meu tempo tá passando! Sorry, crise de fim de faculdade, mas toda vez que penso nisso, também lembro que se meu tempo tá passando, eu tenho mais é que aproveitar e ser feliz... E Muse é fodasticamente foda, pra ser feliz mesmo xD



"I think I'm in love", por Jamille Queiroz


Eu sempre fico sem saber o que falar quando quero muito escrever uma coisa, principalmente nessas datas especiais que acabam me enchendo de alegria e... ah, eu já tô começando a ficar com mimimi. Mas vou deixar meu lado "macho" (como a Keka diz) de lado hoje e vou me render a emoção desse aniversário de 3 anos do Implosão. Eu tô numa mistura de orgulho com alegria e ainda acho que alguém tem que me beliscar pra ver se é verdade que nós já conquistamos tanta coisa juntos. Enfim... Vamo falar agora dessa música que me traz um pouco disso tudo, um pouco de mim.
Eu me apaixonei por Spiritualized em dezembro de 2011. Eu nem consigo expressar muito o que eu sinto quando escuto eles, principalmente essa música, minha favorita. Ela tá no álbum Ladies and Gentleman we are floating in space, que eu ouvi de cabo a rabo nessa época de dezembro/janeiro.
Do jeito que eu gosto: dreamrock, distorções e letras sem sentido. Maravilhoso.


"Après Moi", por Amanda M.

Quando me perguntam qual minha música preferida da Regina Spektor, eu digo logo que não sei responder. Regina tem música pra quando a gente acorda feliz, pra quando queremos abrir portas e pra quando queremos caminhar. Tem música para aquele momento em que ligamos o foda-se e pra quando precisamos entrar na ostrinha e ficarmos sozinhos.

É difícil escolher apenas uma música dela, mas trago aqui uma das primeiras canções que ouvi da minha russa preferida.

Regininha, ailóviu e lance logo esse novo álbum.

"We used to wait", por Jéssica Gabrielle L.


Me rendi completamente ao Arcade Fire há poucos meses. Os três álbuns da banda estão sempre presentes no meu cartão de memória e me sinto mais segura quando sei que posso ouvi-los sempre que possível. Eles conseguem traçar as ruas das cidades que moram dentro de mim como ninguém.

"We used to wait" é uma música linda que fala sobre se sentir sozinha na superfície e sobre mudanças. É sobre a vida que vai deixando nossos costumezinhos - tão cheios de esperança - para trás. É uma canção que cresce e, talvez, por isso me pegou pelo braço e disse que era hora de tempo ir embora. Dos outros e da velha casca.

It seems strange
How we used to wait
For letters to arrive
But what's stranger still
Is how something so small
Can keep you alive

"Born To be Wild" por Ronald


Bem peoples, minha vez de postar aqui no niveh do nosso querido e lindo Implosão. Bom, para começar gostaria de dizer que não esperem nenhuma ordem ou lógica nas músicas que escolhi para postar, por que nem eu mesmo sei. A única coisa em comum em todas, é que sempre que elas tocam, eu lembro de alguma coisa bem legal na minha vida ;)

Essa é um clássico do rock’n’roll , e como não podia deixar de ser, ela me lembra viajar, sentimento de conhecer o mundo, sentir a brisa do vento no rosto, apesar de não ser de moto hehe. Mais especificamente me lembra uma viagem que fiz em um final de semana com dois grandes amigos meus, pegamos o carro partimos rumo a canoa quebrada e tivemos um final de semana tão divertido, tão bom, então fica a dica de trilha sonora pra quem vai viajar!


"Victim", por Jamille Queiroz


Essa é uma das músicas que eu mais tenho escutado ultimamente. Eu sempre ficava me perguntando: "Como eu ainda não postei essa música no Implosão?" Pois bem, hoje eu entendi o porque: porque ela tinha que estar nos posts especiais de aniversário, gente. Música assim tem que ser postada em data especial, né não?

Conheci os loucos do Win Win um dia desses, ate postei aqui sobre eles na Descoberta da Semana uma vez. O som é meio que uma mistura de tudo o que eu gosto, eletrônico forte, cru e dançante. Não tem como não mexer pelo menos o dedinho do pé com essa música, meu povo.


Ps: (eu-nem-preciso-assinar-né?)

"Passover", por Amanda M.


Talvez Joy Division seja, em uma primeira ouvida, uma banda de sonoridade meio indigesta, mas é exatamente essa zona de desconforto que me pegou de jeito. 

Desde que meu melhor amigo internético me convenceu a escutar as músicas dos caras, eu me tornei uma viciada. Sempre que ouço fico com aquela sensação de que não é só a melodia ou a letra que me desestabilizam, sabe? A voz do Curtis é sombria e vai atravessando o peito da gente de um jeito que dói. E que é bom.  “Passover” é  um soco bem dado na boca do estômago, e só quem viveu 23 anos de experiências-limite, como eu e Curtis, é que pode entender.

"How soon is now?", por Jéssica Gabrielle L.



Desde que cogitei a ideia de que seria possível ver de perto o (meu) rei Morrissey, fiquei imaginando como seria a sensação de ouvir "How soon is now?" ao vivo, perto do palco, no meio da multidão. Passei madrugadas idealizando como seria a introdução dessa música e o meu estado de espírito naquele momento.

Se você me conhece, muito provavelmente já me ouviu dizer que até hoje não acredito que pude presenciar essa canção cantada por ele. Quase sempre passam flashs daqueles dias em que resolvi mergulhar dentro de mim e conhecer a cidade de múltiplos horizontes.

O n
ove de março nunca será esquecido.

Especial de aniversário - 3 anos!


3 anos de existência pode ser considerado grande coisa? Talvez sim se pensarmos como tudo passa tão depressa e nem nos damos conta. Pessoas, acontecimentos, dias. As músicas também passam correndo. Ainda bem que existem várias formas de registrar o que importa (e o que não também). Vez em quando me perguntam como surgiu a ideia de criar o blog. Nunca sei o que responder. Eu só estava cansada de reclamar de tantos blogs, revistas e programas de música que colocavam a técnica, os nomes dos músicos e prêmicos ganhos em primeiro lugar de importância. Eu sempre acreditei que o mais importante é o que a música causa nas pessoas, para onde ela pode nos transportar quando bem entende.

Hoje é aniversário do Implosão Sonora. Já aconteceu tanta coisa por aqui, que nem sei numerar. A equipe linda e implosística (sim, eles são fodas) decidiu celebrar uma parte do aniversário com o 24h de música, em que a cada hora será postado aqui uma musiquinha bacana.

Para coroar ainda mais essa data, temos quatro convidados lindos e especiais: Igor Augusto, Manoel Frasães, Tais Bichara e Viviane Souza. Eles escolheram uma musiquinha e falaram sobre suas impressões. Nunca vi coisa mais linda, juro.

Então, se preparem para começar os vinte e quatro papocos!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Show dos Biscoitos

Não dá pra explicar exatamente como você se sente num show de uma banda que são seus queridinhos há um bom tempo.
E foi assim que me senti sexta no show do The Kooks ou os biscoitos como um amigo meu diz hehe.
Eu adoro viajar, tanto que não hesito em viajar mesmo só, acho muito bacana a sensação de conhecer outros lugares. Uma das coisas que acho mais interessantes de se fazer é ir conhecer alguma "paisagem" de onde você vai, seja ver Mombaça do alto da casa, ver o parque do ibirapuera num domingo de sol ou sentar na beira da praia em canoa quebrada num entardecer e ficar literalmente pensando na vida e depois lembrar desses momentos, pensando ainda mais na vida e em como foi legal. Pois sim, falei disso, por que tava aqui vendo as fotos( poucas) e vídeos ( um monte) do show. E me senti exatamente assim, como quando lembro de uma viagem irada que fiz.
Pra começar que eles já me mataram com tiro de sniper ( se não entendeu favor consultar um nerd que jogou jogos de tiro hehe) já na segunda música! Tocaram a linda, mais bela de todas e minha preferida: Always Where i need to be!!! M-O-R-R-I 

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Ps: Só tem o começo da música porque o resto ou não filmei por está pulando loucamente, ou está em más condições devido aos meus gritos em forma de canto hehe.

Depois, foram só as melhores, pelo menos as que me fizeram realmente me apaixonar pela banda, como essa aí:
Down To the market

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E a medida que as músicas foram tocando, sem brincadeira nenhuma, eu era uma explosão de alegria, como eu tava feliz de tá ali!
Aí teve o momento baladinha que tocaram Seaside, acalmei um pouco os ânimos e eles me tocam Sway! Que tem muito ligado a algumas coisas da minha vida, impossível dizer o que me passou na cabeça na hora...
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Mas eles ainda iam me arrebentar mais uma vez! Não, não foi com Naive, adoro a música, mas nem foi ela. Eles tocaram Do You Wanna, a música mais presunçosa que já vi! Só que eu amo demais ela! Ah sei lah, jah teve tantas vezes que quiz muito dizer o que essa música diz, muito cool!

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Eles encerraram com Naive, mas eu tava ocupado demais curtindo cada segundo da última música para lembrar de gravar ela, então deixo vocês com a melhor do último album a happy Junk of the Heart e compartilho com vocês que já quero mais e estou com saudades dos biscoitos que rechearam perfeitamente meu final de semana.


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terça-feira, 15 de maio de 2012

Rock Movies: Quase Famosos (Almost Famous)

Ontem lembrei que hoje era dia de Rock Movies, que além de ser meu filho, é minha seção favorita. Fiquei a madrugada toda pensando em qual eu falaria (acreditem, tenho uma fila enorme) e não tinha decidido nada. Até que, agora de manhã, sem querer, eu tava vendo um vídeo qualquer e apareceu Tiny Dancer, do Elton John nos vídeos relacionados. E eu lembrei de quê? De um dos meus filmes favoritos de música: Almost Famous.

Contando bem por cima (senão eu me empolgo e conto o filme todo), a história se passa em torno de um jovem garoto que sonha em ser jornalista musical, que é convidado pela revista Rolling Stone a acompanhar uma grande banda de rock progressivo da época, a Stillwater. Ele sai pela estrada com a banda, convivendo de perto com eles e acaba se apaixonando por uma tiete da banda.

A trilha sonora é LINDA: tem Led Zeppelin, The Who, Simon & Garfunkel, Todd Rundgren, Beach Boys,  David Bowie, entre outros pesos do rock da época.

E a clássica Tiny Dancer, do Elton John, numa cena maravilhosa que marca o filme, onde todos eles cantam em coro e eu não consigo não ficar com os pelinhos do braço arrepiados quando vejo:


Aqui tá o trailer do filme:

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Para começar a semana

Por incrível que pareça, o final de semana foi bastante produtivo pra mim também. Projetos foram se moldando e muitas conversas na madrugada. Essa música do The Zutons (na qual também tem uma versão ótima da Amy Winehouse) fez parte da trilha sonora desses dias.

Aguardem as novidades que virão por aqui :)

domingo, 13 de maio de 2012

Implosão Sonora no Bosque Moreira Campos

Dia 25/05, às 19h, após o Pôr do Som, haverá o evento Implosão Sonora no Bosque Moreira Campos.

A gente convida você para participar e curtir o som das bandas Astronauta Marinho e Flotdilo e sua Crocobanda.


Vem e chama os amigos! Vai ser massa.


sábado, 12 de maio de 2012

Música de um sábado produtivo

Hoje foi um sábado muito produtivo, viu?! Já cortei cabelo de um querido, já mirabolei projetos de amor e já ouvi um novo disco. E essa música aqui tava na trilha sonora das presepadas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

3 vídeos para papocar o fim de semana

K:
Decidi perder a preguiça e ouvi o Wounded Rhymes (2011), da Lykke Li, e me
surpreendi muito.



Porque essa música sempre toca quando tô afim de ser um pouco alegrinha e fingir que não existe uma lista enorme de afazeres:




A:
Uma singela homenagem aos meus vizinhos forrozeiros que estavam escutando "Hey You" um dia desses aqui.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Descoberta da Semana: Rooney

Hola muchachos! faz um tiempo que não posto uma descoberta por aqui né? Bem, trazendo aqui pra vocês uma banda que pelo menos uma música todo mundo já escutou hehe. Mas há bastante tempo uma amiga minha falava que era legal, né @Fernanda Nogueira?, e mimimi, mas eu até então nem dei muita trela, aliás quem me indicar uma banda, por favor pode ser que no mesmo dia eu já esteja falando da banda ou demore meses para escutar hehe.

Bom Rooney, foi a banda que ela me indicou, eles são de los angeles e pelo que vi até o momento com algumas letras e músicas bem divertidas! Tenho certeza que vocês já conhecem essa, mesmo sem conhecer a banda hehe mas fica a dica para conhecerem outras ou para os que nunca escutaram curtirem!


Ps: Na falta de um vídeo ao vivo bom e de um videoclipe, vai esse porque HP é legal haha.

domingo, 6 de maio de 2012

Making Of do clipe da Veronica Decide Morrer

 Beibes, mês passado andei na correria dos preparativos e gravação do primeiro clipe da banda cearense Veronica Decide Morrer, que nós do Implosão amamos de paixão. Eu tive a honra de fazer parte da equipe do clipe e vou soltar aqui pra vocês o Making Of feito dos dias de gravação só pra vocês irem sentindo o gostinho do que vem por aí. O clipe sai já já, aguentem só mais um pouquinho. 

Sobre a música eu nem preciso falar, né? Ela gruda na cabeça de todo mundo que já foi num show da banda ou já ouviu por aí.


Garbage no KROQ's Weenie Roast 2012


Ontem, os lindos do Garbage fizeram uma apresentação no KROQ's Weenie Roast e cantaram desde clássicas de seu repertório até os novos singles do novo álbum, Not Your Kind of People (que vazou nessa semana.)

Parece que quanto mais o tempo passa, mais eles ficam bons.




Obrigada pela dica, Thiago Marinho!

sábado, 5 de maio de 2012

3 vídeos pra papocar o fim de semana

A: 
A vida nem sempre é feita de bolhinhas de sabão. E é por isso que existe Joy Division: pra contemplar quem não vive em um arco-íris colorido. 


Essas foram as duas músicas mais tocadas na minha semana.







K:
Edward Sharpe and The Magnetic Zeros
com a lindíssima "Home".  É a cara do calor que tá fazendo e dá uma vontade de sair andando de bicicleta.


 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Garbage e seu novo single: "Battle in Me"

É claro que o Garbage não ia ficar sem seu minuto de glamour e amor aqui no Implosão Sonora.

Após sete longos anos de hiato, dia 15 de maio eles lançarão o disco Not Your Kind of People. Aparentemente, a banda vem rememorando a sonoridade dos antigos álbuns. Não vou mentir que estou ansiosíssima, vocês devem saber.




Bem que eu avisei que 2012 não vai decepcionar ninguém :)

O novo single do Metric ou Muita ansiedade para mim

Que eu amo o Metric todo mundo sabe. Que é uma das minha bandas favoritas pouca gente sabe. Eu não podia ir dormir sem compartilhar com vocês o novo single dessa banda linda, que lançará o disco Synythetica um dia depois do meu aniversário, dia 12/06.

Muito amor.

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