sexta-feira, 8 de julho de 2011

There Is A Light That Never Goes Out e outras histórias

Vamos fazer um trato? Vamos ser bem clichês e não ter vergonha disso? Ok, vou começar. Esse post está dividido em 2 blocos, senão ficaria muito chato de ler. Preferi não citar nomes, embora saiba que vocês são sabidos e vão acertar rapidinho onde cada pessoa se encaixa. Grande parte das bandas citadas não são as minha favoritas de todos os tempos, mas compõem a trilha sonora desses vinte anos de estrada.

Sintam-se em casa. Puxem a cadeira.
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Consigo lembrar das primeiras vezes que degustei algumas das bandas que carrego comigo desde muito tempo (ou não tanto tempo assim). Podem até ser lembranças falhas, mas não importa. Prefiro acreditar que tais memórias são únicas e acabou-se, como quando ouvi The Cardigans pela primeira vez, no computador velho do meu pai. Minha irmã tinha salvo algumas faixas e ouvi de metida. Adorei. “You're The Storm” ressoou por algum tempo aqui em casa, até que desenterrei “Lovefool”, na qual fiquei sabendo em seguida que era uma das músicas que mais cantei com 4 anos de idade. É nessas horas que agradeço por ter uma irmã mais velha com gosto musical bacana. Foi assim que os suecos do The Cardigans estabeleceram residência na minha vida.
canta, Nina Persson!
Você, que é cidadão fortalezense, deve ter vivenciado o tempo áureo dos clipes musicais na TV aberta, naquele canal jovem de cara e coração. Lembram daquele programa que fazia um histórico de bandas (não lembro o nome)? Pois foi ali que conheci, aos 13 anos, no auge da pré-adolescência, uma das minhas bandas favoritas: Garbage. Shirley Manson deu uma vuadora sem igual e tocou minha alma. Hoje, após audições ininterruptas, todas as faixas fizeram sentido. Tudo graças à uma moça com sobrenome bonito, de felicidade, que me presenteou com um disco cheio de b-sides.

ô, shirlinha
Placebo. Suspirar um pouco é bom nessa hora. Não que Placebo seja minha banda favorita, sabe, mas conheci quando tinha 15 anos e essa idade todo mundo sabe que é punkrock demais. É a fase em que você aprende a andar sozinho e quer gritar com todos e se acha o máximo. Apesar da chatice comum dessa fase, é quando conhecemos as joias raras. Pois bem, lá estava eu na casa de uma amiga muito querida desbravando o mundo novo da banda larga e seu acervo musical. “Every You and Every Me” ficou impregnada na minha cabeça por um bom tempo. Depois sumiu. E agora voltou de novo, mas dando espaço para clássicos como “Because I Want You” e “Meds”, graças a outra pessoa bem querida. Se você me vir ouvindo loucamente “Drag” ou “For Wath It's Worth” por aí, não me apedreje, por favor.


The Smiths. Férias de julho, inverno de 2007. Tédio, muito tédio. Foi justo aí que os rapazes de Manchester invadiram as minha tardes. Para ser sincera, não sei o nome dos discos todos, mas sei uma pá de canções que podem te levar aonde bem entenderem. “The Boy With The Thorn In His Side” foi a primeira a adentrar. “There Is A Light That Never Goes Out”, “Still Ill”, “Hand In Glove”, “Heaven Knows I'm Miserable Now”. Pode dar o play que eu me rendo. Não sei por que motivo, razão ou circunstância associo a primeira faixa citada a uma pessoa querida, que quase nunca está presente corporeamente (não, ela não morreu). É.



Arctic Monkeys. O auge do fim do ensino médio. Músicas para chutar o estresse pré-vestibular ou para puxar conversa com alguém que você quer ser muito amigo, mas fica tímido em fizer um oi, tudo bom, como vai. Sim, funciona. Funciona tanto quanto mandar uma carta para alguém desconhecido e receber resposta. Isso, claro, se esse destinatário for uma pessoa tão gente boa quanto o meu. Sim, tenho amigos que fiz através de cartas e um deles compõe uma trajetória muito peculiar da minha formação. “I Bet That You Look Good On The Dancefloor”. Sim, lembro de você nas primeiras cartas trocadas e no pátio da escola quebrando a cabeça com o vestibular. Somos pops, beibe. Fortaleza não nos segura mais.

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Perainda, que já já vem mais.

Um comentário:

  1. Adorei a retrospectiva keka =D
    anseio por ver a segunda parte!

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